“Jalapão, o paraíso é aqui”. Como discordar?
Antes
de começar este texto, procurei todos os possíveis sinônimos para a palavra
fantástico. É que quando se fala de Jalapão, não há como descrever com outro
adjetivo. A região de fervedouros, rios, montanhas, cachoeiras e outros
atrativo fica em Tocantins, norte brasileiro. Por lá dizem assim: “Jalapão, o
paraíso é aqui”. Devo concordar! Passei quatro dias encontrando belezas que eu
nunca imaginei ver. Nem mesmo as fotos mostram o quanto aquele lugar é
encantador.
A
aventura começa em Palmas, de onde saem os carros 4x4 das empresas de guias. É
possível ir por conta própria, mas no fim da viagem eu agradeci ter fechado um
pacote e viajado sob a direção de quem entende e conhece o Parque Estadual do
Jalapão. Tudo foi mais tranquilo com o pessoal da Realize: o Edu, o Kaique e o
Jetron (figuraçaaaa, o rei do Despacito).
De
Palmas segui por quatro dias, dormindo uma noite em cada cidade diferente. É
que as atrações estão espalhadas por 34 mil quilômetros quadrados de terras
tocantinenses. No Cânion Sussuapara, vi a mais pura água escorrer em paredões
com inúmeros tons de verde. Mais tarde na Pedra Furada, sentei pra assistir o
pôr do sol, mas me dispersava frequentemente pra admirar um casal de araras
azuis cuidando do ninho.
Os
pés ficaram cansados no primeiro dia, mas tudo, absolutamente tudo, vale a pena.
A trilha é cansativa, mas o cenário é surreal. Segui, pelas temidas estradas do
Jalapão (que nem são tão ruins assim) para o descanso merecido. Pousada
simples, mas com muito capricho. Foi bom demais ver as casinhas abertas, costume
típico do interior, crianças brincando na rua, uma paz que tinha tempo que eu
não sentia.
A garota é
aventureira
Segundo
dia de Jalapão e eu já não queria que o tempo passasse. O Rio Novo é
imenso, calmo, mas com pontos de forte correnteza. O suficiente pra uma das
experiências mais incomuns da minha vida. É que eu, sempre molona demais, nunca
imaginei fazer rafting. Não sabe o
que é? Dá uma googlada ai. Desci correnteza abaixo dentro de um bote, remando
quando preciso. Turismo de aventura em sua essência! Foi o máximo. Descobri uma
nova pessoa em mim. Juro! Enquanto a esse passeio em específico, numa parada
estratégica por detrás de uma cachoeira, onde só se ouvia o barulho da água
batendo nas pedras, eu tive um encontro com Deus inesquecível.
Esse
dia foi marcado ainda por um descanso merecido (pós-adrenalina) numa praia de
água doce. Depois, mais estrada. No roteiro, o deserto do Jalapão, montanhas de
areia dourada, muito altas, rodeadas por poças de água e flora primorosa.
Terminei ali o segundo dia, novamente assistindo ao pôr do sol, que de lá
parece ter uma magia ainda maior. Outra pousada, mais comida boa pra recuperar
a energia, nada de sinal de telefone pra falar com a família e muita
expectativa para os fervedouros.
Existe mesmo!
Pela
internet eu havia visto incontáveis vezes, mas nada como estar lá. O terceiro
dia no paraíso começou estrategicamente cedo. É que os fervedouros são as
atrações mais esperadas e, pela preservação deles, há um limite de pessoas que
podem entrar por vez. Nosso grupo foi bem cedo para não pegar fila. Deu certo.
No meio da trilha, assim sem muita dificuldade, surge um poço de água
cristalina, onde se pode ver plantas e peixes, como num aquário gigante. A cor
azul encanta. Eu não tenho palavras não. Sou uma jornalista sem palavras. À
beira dos três fervedouros que pude conhecer (Buritis, Bela Vista e Alecrim),
eu apenas orei. Agradeci a Deus e o elogiei pela obra perfeita.
Na
Cachoeira da Formiga, a cor predominante é o verde esmeralda. Tem o som da água
caindo e leve correnteza. Que delícia de lugar! Depois disso, Mumbuca, uma
comunidade de quilombolas centenária e cheia de cultura. Receptivos, os
moradores oferecem seu maior bem: o artesanato feito com capim dourado – dizem que
só existe no Jalapão. Quase deixei empenhorado um rim na lojinha. Almoço com
tempero fodástico e sorvete de tapioca.
Seguimos
para o descanso com coração apertado. Me preparava para o último dia no
paraíso.
Quase um ponteiro
de relógio
Quando
o guia contou que a última atração seria um rio que faz você girar feito
ponteiro de relógio, rodando em círculos, eu confesso que não acreditei. E num é
que ele descreveu certinho? Rio do Sono, apesar do nome, deixa a gente bem acordado.
Quase não tive coragem, mas paguei pra ver. Coloquei o colete e entrei na
correnteza que me girava e girava. Adrenalina e calma ao mesmo tempo. Pode
isso?
Depois
do rio, já no almoço de domingo, caiu a ficha de que aquilo ficaria pra trás. Estrada
de quatro horas de volta pra Palmas. Avião de madrugada, Brasília é a
realidade.
Viaje (mesmo que
só)
Um
casal e nove descendentes de japoneses faziam parte do meu grupo e me acolheram
muito bem. Os guias, eu já disse, são supimpas. Mas essa foi minha primeira
viagem sozinha, porque eu queria muito um encontro comigo mesma. E consegui! E
o Jalapão me deu muito mais do que isso. O Jalapão trocou cansaço por energia
renovada, limpou pensamento e coração.
Perfeito,
arrebatador, extraordinário e maravilhoso são sinônimos de fantástico. Mas
palavra nenhuma descreve o Jalapão.

Era exatamente isso que queria ouvir desse lugar. São muitos que falam da beleza e qual a melhor forma de visitar esse paraíso do jalapão, mas vindo de vc me sinto mais confortável e confiante pra essa aventura. Beijão e obrigado por compartilhar sua experiência!.
ResponderExcluirSó digo uma coisa: não deixe de ir ao Jalapão!!! :*
ExcluirEra exatamente isso que queria ouvir desse lugar. São muitos que falam da beleza e qual a melhor forma de visitar esse paraíso do jalapão, mas vindo de vc me sinto mais confortável e confiante pra essa aventura. Beijão e obrigado por compartilhar sua experiência!.
ResponderExcluirNem preciso dizer o orgulho que fico de saber que você está super aventureira e que foi sozinha! viajar sozinha é algo que todo mundo deveria fazer.
ResponderExcluirVocê viu? rsrs Que experiência PHODA, Rosi. Eu amei. Que venham outras!
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