Freedom




Freedom. Palavra derivada de free. Na tradução para o português, liberdade, que não se limita, independente. Não posso ser segura ao afirmar que escolhi esse tema, foi ele quem me escolheu. Ao longo de dois meses recém completos de intercâmbio em Londres venho passando por algumas mudanças de comportamento – nada mais natural. Aos poucos, ao observar os londrinos e os não londrino que aqui vivem, pude perceber que essa palavra deve ser, ou é, a forma mais fácil de descrever o comportamento das pessoas que escolheram essa cidade para morar, ou, para se libertar.

Quando uso a palavra liberdade, sem nenhum exagero posso expandí-la para moda, sexualidade, música, etc, etc, etc… Por exemplo: quantos de nós sairíamos com uma calça de pijama pelas ruas no Brasil? Ou, quantos compraríamos uma bota com figuras de bichinhos ou sorvetinhos? Levanta a mão quem usa roxo, rosa, laranja e amarelo tudo misturado. Acreditem, tudo isso é muito normal aqui.

Natural, comum e “livre” de qualquer preconceito, ao menos declarado, são  os beijos homossessuais. Cá estou eu no metrô na volta para casa quando dois lindos homens entram no mesmo vagão. A paixão entra eles era tão bonita que eles podiam ser o casal protagonista de Malhação. Ok. No Brasil eu também presenciei uma cena semelhante. Porém, no show da Beoncé e com inúmeras manifestações de preconceito, inclusive da minha parte. E por que não tive a mesma reação aqui?, questiono-me. Porque ser livre em Londres é direito de todos e eu me senti constrangida em fazer algo que desagradasse aquele casal.

Longe de casa, do meu pequeno mundo goiano, brasileiro e familiar, passo a conhecer a verdadeira liberdade. Começo a entender o porque de tantos machões no Brasil virem para cá e assumirem outro machão como parceiro. Entendo perfeitamente que moda é a possibilidade de se usar aquilo que te faz bem realmente, mesmo que vá a uma balada de lacinho vermelho no cabelo aos 30 anos de idade.

É assim a vida dos adolecentes principalemente, que aos 13, 14, 15 anos de idade estão pelas ruas falando o que querem e agindo como bem entendem. Aparentemente sem nenhuma punição dos pais. A liberdade, como tudo na vida tem seu lado ruim. Mas, confesso: poder cantar alto a música que escuta pelo fone de ouvido a todos que estão no metrô deve ser um barato – sempre quis fazer isso. E beber, beber e beber. Segunda, quarta, sexta, não importa o dia. Todo dia é festa na capital inglesa. Essa é mais uma lição desse intercâmbio. Não beber (risos), mas ser livre e respeitar o comportamento “liberal” de todos para assim, ser respeitada pelas minha escolhas também!



PS: e o frio continua, minha gente!




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