A cidade de todos




Em três dias aqui em Londres chego a uma conclusão: os londrinos são os últimos donos desta bela e enorme cidade. Cadê? Onde estão os gringos lindos, loiros, de olhos azuis e aquelas mulheres altas e magras das passarelas? A capital inglesa é morada de milhares de indianos e orientais. Todos iguais. É engraçado, porque parece que você está vendo as mesmas pessoas em vários lugares diferentes. Brasileiros então… Uhhh! Nem um pouco difícil encontrá-los nas ruas, trabalhando, gastanto, ou simplismente mantendo as estatísticas que apontam: aqui vivem mais de 160 mil brasileiros e brasileiras. Não são bobos não. E não os recrimino. Afinal, eu também faço parte desse número agora.

Segunda conclusão: eu vim pra cá mesmo. Loucura! E logo ao descer no aeroporto descobri que meu inglês estava pior do que eu pensava, mas nada que um esforço nas aulas não compensse. O ruim mesmo é o frio. Meu Deus! Antes da minha partida um amigo avisou que eu lembraria dele assim que o vento nas estações do metrô batessem nos meus cabelos. Eu lembrei. Se lembrei! Bendito seja quem inventou o aquecedor. A água ao menos é bem quentinha.

Metrô. Ah, o metrô! Tá ai umas das coisas que mais adorei até agora: o underground (metrô, em inglês). Devo ter andando umas 100 vezes já e nunca esperei mais de dois mísseros minutos por eles. Uma riqueza! Milhares de estações e um mapa que parece um arco-íris. Um espanto no início e bem fácil depois de duas ou três consultas. A passagem é salgadinha, e não sou só eu que reclamo. Quem vive aqui faz queixa sempre.

Em terceiro lugar, permita-me um palavrão, puta que pariu, é tudo muito barato quando se trata de roupas e eletrônicos. Atenção brasileiros; paguem a passagem – bem barata por causa do dólar – e deêm uma passadinha aqui. Garanto que as compras do final de ano ainda sairão mais baratas. É de encher os olhos aquelas botas maravilhosas por 15, no máximo 20 libras – R$ 45 e R$ 60. Roupas, sapatos, peças de cama, mesa e banho, bijouterias, cosméticos, celulares, máquinas fotográficas e laptops. Tudo uma pechincha!

Para os amantes da Coca-Cola, a latinha aqui tem 20 ml a menos. São 330 ml do refrigerante mais famoso e vendido no mundo. Bom acompanhante da comida brasileira – arroz, feijão, bife e batatas – que pode ser encontrada em qualquer bairro praticamente. Aliás, uma confissão: foi minha primeira refeição aqui. Mas, só consegui comer 10% de tudo que me serviram. Generosos os cozinheiros! Bem diferente do Brasil.

No mais, os motoristas no lado direito, o hábito admirável de leitura dos ingleses, a obrigação de andar no lado direito da escada, se não quiser correr para pegar o metrô, as lindas flores e a língua, nada mais me surpreendeu até agora. Recomendo sim, ao menos três  dias em Londres. Veremos nos próximos. É tarde aqui neste momento. Quatro e meia mais precisamente. Mas, o tímido sol já se escondeu.  Bateu sono! Good bye.

Comentários

  1. Nossa, você foi sábado e já viveu tudo isso?
    Pra mim, nem tinha chegado ainda.
    Parece que já tá quase voltando... rs

    beijossssss!!

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