Campanha que dá sono
No último fim de semana, convenci um pobre bêbado a votar na Marina Silva, candidata do PV. Foi difícil! O homem não sabia sequer quem é Marina e a confundiu no início da conversa com a Dilma Rousseff, queridinha do Lula. Mas, no final, valeu a pena. Senti-me muito bem em ganhar mais um voto para a Verde, ainda mais de um homem que antes de me conhecer era 100% José Serra.
Histórias à parte, a campanha presidencial, ao menos por enquanto, está um tédio. Dilma pode até não ser preparada para governar, mas conta com um “deus”, para mais de 70% brasileiros, a seu lado. Já era de se esperar, a influência de Lula na campanha petista. Agora, isso tudo unido a muita grana para financiar a propaganda só melhora a situação da ex-ministra que ninguém conhecia nem por nome há dois anos.
Com visual novo, twitter e vários seguidores, Dilma segue, contente, alguns delizes aqui ou ali – não só dela como também de assessores –; no entanto, nada preocupante. A disputa parece estar ganha. Como as pesquisas indicam empate absoluto, resolvi prestar mais atenção nas conversas nos ônibus, na rodoviária, ou em qualquer lugar com uma quantidade considerável de “povo”. Não deu outra! É Dilma na cabeça. É até frustrante.
Claro, com um concorrente cada vez mais desesperado. O inteligentíssimo José Serra - já o admirei demais enquanto ele ocupava o cargo de ministro da Saúde – parece não controlar os seguidos erros. Coitado! A começar pelo vice. Meu Deus, quem é esse Índio que surgiu do nada em plena campanha presidencial? Até a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, que havia sido citada como candidata ao cargo de vice na chapa de Serra é um nome melhorzinho.
E a falta de recursos então? Enquanto Dilma e Marina contam com R$ 11,6 milhões e 4,65 milhões, respectivamente, nosso amado tucano tem apenas R$ 3,7 milhões para tentar se eleger presidente da República. Agora, ao invés de sair por aí abraçando criancinhas e beijando a mão das senhoras, ele tem que se reunir com empresários para pedir um socorro financeiro. Meu conselho é que abuse ainda mais do Twitter. Lá, ao menos ele fala o quanto quiser e não paga nada.
Enquanto isso... Existe vida em outros partidos. Marina, minha predileta, continua tímida nas pesquisas. Seu objetivo? Chegar ao segundo turno, conforme relatou à repórter do CQC, Mônica Lozzi. Vai chegar, Marina querida. Só que infelizmente não como candidata, mas apoiando um dos dois nomes de peso: Dilma ou Serra.
Para ganhar mais votos, até à maquilagem ela se rendeu. Da Natura, vale lembrar. Não está tento muito efeito. Ela só se destaca dos outros seis candidatos não citados neste texto. Esses. Ah, esquece! Melhor nem comentar.
Vamos, então, nesse ritmo lento, até agora, acompanhando essa campanha sem graça, sem dossiês (apesar de terem tentado), sem escândalos. Essa semana promete melhorar com o primeiro debate promovido pela Band. Sorte aos aspirantes à presidência. Que vença o menos pior!
Que legal!!! Adorei tudo...assim, vou virar leitora assídua!!!
ResponderExcluirParabéns pelo Blog!!!
Vc é fantástica, sempre nos surpreende!!
Bju
Keila